quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Animais Extintos!!!


Animais Extintos – Fauna Brasileira

01) Araraúna (Anodorhynchus glaucus):
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araraunaA Araraúna, também conhecida como Arara-Azul-Pequena, Arara-Azul-Claro, Arara-Celeste, Arara-Preta e Araúna, está extinta desde fins do século XIX.
Vivia na bacia dos rios Paraná e Uruguai, em territórios da Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. Seu habitat era em áreas baixas com presença de palmeiras tucum e mucujá.
Media cerca de 70 cm de comprimento, com plumagem azul turquesa e cabeça acinzentada. Tinha manchas amarelas junto à parte lateral inferior do bico e abaixo do bico era de um azul bem escuro. Era a segunda menor das Araras-Azuis.
Construía seus ninhos em ocos de árvores, nas barrancas do rio Paraguai ou nos paredões rochosos do rio Paraná. Alimentava-se de frutas, sementes e insetos. Não se sabe quase nada de como vivia na Natureza.
As causas de sua extinção foram a degradação de seu habitat e o comércio de animais.
É considerada extinta por não ser avistada na Natueza há mais de 80 anos. Não se conhece a existência de nenhum espécime em cativeiro. É provavelmente a primeira ave brasileira a ser extinta por intervenção humana.
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02) Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii):
severinoA Ararinha-Azul, também conhecida como Arara-Celeste, Arara-do-Nordeste e Arara-Spixi, foi considerada extinta na Natureza em 2002, pelo IBAMA. O último espécime selvagem conhecido, batizado de Severino (foto), desapareceu, provavelmente capturado ou atacado por algum predador, em outubro de 2000.
Era endêmica do Nordeste do Brasil, principalmente nos estados da Bahia, Piauí, Maranhão e áreas mais úmidas do sertão.
Seu tamanho máximo é de 57 cm de comprimento e com cerca de 400 g de peso. A plumagem é azul variando de tonalidade, sendo quase branca na cabeça e azul mais escuro na cauda e asas. O bico é negro e os olhos amarelo-mostarda.
É herbívora, alimentando-se de frutos. Na Natureza dava preferência para sementes de caraibeiras, de pinhão, entre outras árvores típicas de seu habitat natural.
Araras e demais psitacídeos são animais monogâmicos, tendo um único parceiro por toda a vida. Na morte de um dos membros do casal, o restante muito dificilmente volta a formar um novo casal, no máximo ingressa em um novo grupo. Esta aves são gregárias, formando grupos numerosos. Faziam ninhos em ocos de árvores altas como seus demais parentes. O desmatamento na Caatinga contribuiu para a destruição de seus locais de nidificação, dificultando a reprodução da espécie. A reprodução em cativeiro desta e outras espécies de psitacídeos é muito rara, condenando-a à extinção também em cativeiro.
Um outro fator que contribuiu para sua extinção foi a caça para o comércio de aves exóticas. Um exemplar chega a valer 100.000 dólares no mercado negro de aves exóticas.
Severino, o último espécime em estado natural, estava solitário. De tão só, arranjou companheira de outra espécie, uma Maracanã (Ara maracana), que vive no mesmo habitat destas araras. A companheira de Severino chegou a botar ovos, mas nunca nasceram filhotes desta união.
Desde o desaparecimento de Severino a espécie é considerada extinta na Natureza. Mas ainda há esperança para as Ararinhas-Azuis, já que foram conseguidas algumas crias em cativeiro. Mas a reprodução da espécie é muito difícil, e provavelmente, levará muito tempo para que haja uma população viável para uma reinserção na Natureza, se é que um dia isto será possível.
Existem apenas 8 exemplares de Ararinha-Azul no Brasil, os demais encontram-se em zoológicos e com particulares pelo mundo afora, somando um total de 78 aves com paradeiro conhecido. É a ave mais rara que existe atualmente.
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03) Maçarico-Esquimó (Numenius borealis):
macaricoesquimoO Maçarico-Esquimó está extinto em território brasileiro desde os anos de 1930, e virtualmente extinto a nível mundial.
Como ave migratória seu habitat variava muito ao longo do ano. Apareciam no Amazonas, Mato Grosso e São Paulo entre setembro e novembro. Apareciam nos pampas tanto do Rio Grande do Sul no Brasil, como na Argentina entre setembro e fevereiro. Também eram avistados no Uruguai e no Chile. Nos demais meses do ano viviam pela tundra ártica a oeste do Canadá e Alasca. Há relatos de raras aparições ao longo da História destas aves na Europa Ocidental.
Mediam em torno de 33 cm, tinham um bico curvo, plumagem branca no ventre uma faixa bem escura nas bordas das asas. As patas eram longas de cor cinza. Alimentavam-se de moluscos, pequenos crustáceos e peixes.
Os ninhos eram feitos em áreas abertas, no chão e difíceis de localizar. Os ovos eram verdes com pintas marrons. O acasalamento provavelmente ocorria em junho.
Na primeira viagem de Cristóvão Colombo, a do descobrimento da América em 1492, ele avista aves voando e, graças a elas, depois de 65 dias no mar, renova sua esperença em descobrir terra. Acredita-se que estas aves avistadas por Colombo eram Maçaricos-Esquimós, devido a comparações de datas e padrões de migração.
É provável que os Maçaricos-Esquimós tenham sido o grupo mais numeroso de aves da porção norte do continente americano (América do Norte), com uma população estimada em centenas de milhões. Em fins do século XIX foram mortos cerca de 2 milhões de aves por ano. A caça é a causa principal de sua extinção em território brasileiro, associada à degradação de seu habitat.
Os últimos avistamentos confirmados destas aves foram no Texas em 1962 e em Barbados em 1963. Em 1981 foi vista uma colônia de 23 aves no Texas. Na América do Sul não há um avistamento confirmado desde 1939.
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04) Mutum-do-Nordeste (Mitu mitu):
mitumituO Mutum-do-Nordeste ou Mutum-de-Alagoas está oficialmente extinto na Natureza desde 2001.
Vivia nas áreas de Mata Atlântica nos estados de Pernambuco e Alagoas.
A ave tem um bico quadrangular vermelho na ponta e branco na base, em volta dos ouvidos não possui penas, tem um par de penas negras na parte central da cauda. A cabeça tem uma plumagem negra assim como em seu peito e ventre.
Foi registrado pela primeira vez pelo naturalista Georg Marcgrave, no século XVII, na primeira expedição científica feita em território hoje pertencente ao Brasil, patrocinada por Maurício de Nassau. A obra de Marcgrave foi postumamente publicada com o título de “História Naturalis Brasiliae”.
Encontra-se extinta na Natureza devido à destruição de seu habitat para o plantio de cana-de-açúcar para a produção de combustível, e também pela caça excessiva. Atualmente o desmatamento continua sendo um gravíssimo problema para que possa ser reintroduzido na Natureza.
Seu último avistamento na Natureza é de 1987. Conta com uma população em cativeiro de cerca de 100 indivíduos, nem todos de linhagem pura, pois foram cruzados com o Mutum-Cavalo (Mitu tuberosa), por criadores, por falta de espécimes puros.
Foi criado em 2005 um grupo de biólogos, ONGs, criadores de aves e usineiros que pretendem reintroduzir o Mutum-do-Nordeste nos 2% restantes de Mata Atlântica ainda existentes em Alagoas e Pernambuco. Porém, além de conseguirem espécimes puros, é necessário que esta ave, que não vive no meio natural a cerca de 30 anos, reaprenda a viver, voltando a alimentar-se, proteger-se e que procrie sem dependência de humanos.
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05) Perereca-de-Santo-André (Phrynomedusa fimbriata):
noimageUm dos muitos anfíbios conhecidos simplesmente como perereca (Phrynomedusa fimbriata), ou Perereca-de-Santo-André, está extinto desde os anos de 1920.
Vivia no Brasil exclusivamente em Paranapiacaba, na cidade de Santo André, estado de São Paulo.
Foi registrada pela primeira vez em Paranapiacaba a uma altitude de 1000 m. Acredita-se que era uma espécie adaptada a grandes altitudes em clima subtropical de altitude, que vivia em ambiente úmido de floresta próximo a rios, e mais nada se sabe sobre o anfíbio.
Buscas foram feitas para reencontrar algum espécime deste anfíbio, não sendo mais vista desde 1920. As causas de sua extinção são desconhecidas, mas a degradação de seu habitat (destruição e poluição) sem dúvida contribuiu para seu desaparecimento.
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06) Rato-Candango (Juscelinomys candango):
noimageO Rato-Candango foi considerado extinto em 2008, pois não é visto na Natureza desde 1960, ano em que foi registrado pela primeira e única vez.
Vivia no Planalto Central, atual Distrito Federal, em zona de Cerrado, em altitude superior a 1000 m.
O tamanho dos machos era de cerca de 140 mm da cabeça à base da cauda, que sozinha media em torno de 96 mm. Este rato tinha a cauda bastante grossa e com um denso revestimento de pelos. Escavava ninhos subterrâneos nos quais acomodavam matéria vegetal fina e gramíneas. Os animais coletados tiveram o conteúdo de seus estômagos analisados, revelando que se alimentavam de gramíneas e formigas.
Foi registrado pela primeira e única vez em 1960, na época da construção de Brasília. Operários que faziam a terraplanagem do que seria o Jardim Zoológico do Distrito Federal, encontraram ninhos próximos aos canteiros de obras. O nome científico é uma homenagem ao idealizador de Brasília, Juscelino Kubitschek e aos operários que a construíram, que eram chamados de candangos.
A principal causa de sua extinção segundo pesquisadores foi a construção de Brasília e consequente degradação de seu habitat.
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07) Rato-de-Fernando-de-Noronha (Noronhomys vespuccii):
noimageEste animal foi extinto no século XVI, sendo o primeiro mamífero conhecido da fauna brasileira a ser extinto.
Era endêmico do arquipélago de Fernando de Noronha, sendo o único mamífero terrestre conhecido nativo do arquipélago. Como as ilhas têm formação vulcânica, nunca estiveram ligadas ao continente. Por esta razão, animais terrestres não teriam como ficar ilhados no arquipélago, dando origem espécies endêmicas. Todos os animais existentes na ilha chegaram a ela a nado ou voando.
Através de comparações com ratos descendentes do mesmo ancestral que o Rato-de-Fernando-de-Noronha, crê-se que era um rato semi-aquático, vivendo ao longo de cursos de água. Faziam ninhos e abrigavam-se em gramados e árvores, vivendo em grupos. Este fato leva a supor que um grupo dos ancestrais deste rato, poderia ter ficado preso a um tronco de árvore que teria flutuado até Fernando de Noronha.
O Rato-de-Fernando-de-Noronha é um daqueles animais que por nunca ter sido visto – consta apenas no relato de um ilustre viajante do século XVI (Américo Vespúcio) -, poderia até hoje figurar como mais uma lenda do Novo Mundo. Mas o paleontologista Storrs L. Olson, chefiando uma missão conjunta (Brasil e E.U.A.), chegou a Fernando de Noronha, em 1973, para conferir o que havia de verdade e mito neste relato de Vespúcio de 1503, quando a serviço da Coroa Espanhola aportou no arquipélago, em expedição comandada por Gonçalo Coelho.
Foram descobertos muitos fósseis de um rato de moderado tamanho (Vespúcio disse que eram muito grandes) que ainda não fora descrito pela ciência. O rato descoberto foi batizado de Rato-de-Fernando-de-Noronha, sendo seu nome científico uma homenagem a Américo Vespúcio já que ele foi o único a fazer uma descrição do animal enquanto este ainda caminhava sobre a terra.
A chegada de espécies de roedores exóticos às ilhas, vindos nos navios que as visitavam pode ter sido a causa do desaparecimento dos Ratos-de-Fernando-de-Noronha. Aliado a isto a degradação do habitat também teria contribuido.

Fonte: http://imaginacaoativa.wordpress.com/2009/05/08/animais-extintos-fauna-brasileira/

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